
Continuo aqui, sentada torta na minha cama, escrevendo de madrugada pra espantar o sono quando na verdade eu bem sei que mal consigo dormir nessas longas noites de inquietação. É difícil estar sozinha agora quando se quer tanta coisa. Difícil mandar a solidão sair pela janela enquanto tudo queima pedindo presença. Difícil abafar a falta com o travesseiro na boca enquanto a maldita sinceridade escorre dos olhos me tirando o controle das mãos. E eu, que deixei de ser eu naquele dia em que você me pegou pela mão e me chamou pra ser nós, me calo diante da certeza do que virá. Sei que pode ser pouco, sei que pode ser muito, sei que muito me fará rir e tão mais me fará chorar. Eu não preciso de uma data pra comemorar, um anel pra exibir ou um simples alguém pra me tirar das estatísticas das descompromissadas. Eu só preciso de presença, de um abraço que me faça esquecer da vida e de um beijo que me faça lembrar dele. Eu só preciso de você, seja amigo, amante, namorado, ou o que for, mas que, como ninguém, me traga a sensação de estar completa
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